Teste do VIH deve ser feito pelo menos uma vez na vida por todos
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“O importante é as pessoas terem a noção de que, pelo menos uma vez na vida, devem fazer o teste e isso deve ser encarado como fazer um teste para sabermos se temos diabetes ou colesterol alto. Só fazendo o teste é que podemos ter a certeza se estamos ou não infetados e só assim podemos ter acesso aos cuidados de saúde”, afirmou a diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH, Sida e Tuberculose.
Durante a apresentação do relatório sobre estas doenças, referente a 2016, Isabel Aldir sublinhou a importância do diagnóstico precoce.
Apesar de o número de testes realizados nos centros de saúde ter aumentado significativamente em 2016, segundo Isabel Aldir ainda chegam aos cuidados de saúde pessoas com doença muito avançada, indicando que é necessário trabalhar para serem mais precocemente diagnosticadas.
Em 2016, dos 841 novos casos de infeção por VIH notificados, 161 tinham já critérios de sida, o que significa que a doença estava em estado avançado de evolução.
A infeção por VIH pode tardar em manifestar sintomas. De acordo com dados apresentados em Lisboa quase 65% dos novos casos no ano passado foram de portadores assintomáticos.