Litoral alentejano passa a ter consultas de reumatologia
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Em termos práticos, segundo a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), o novo protocolo "permite a mais de 200 utentes do Alentejo Litoral evitar deslocações a Lisboa ou Almada para receberem cuidados nesta especialidade".
A colaboração entre a ULSLA e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) começou em junho de 2015, altura em que foi celebrado uma parceria na área de imuno-hemoterapia.
Desde de novembro de 2016 foram estabelecidas mais parcerias, nas áreas de pneumologia, otorrinolaringologia, patologia clínica e anatomia patológica.
Para este mês está previsto o início das consultas de reumatologia, indicou a ULSLA, cujo conselho de administração passou a ser presidido por Luís Manuel de Sousa Matias, que substituiu no cargo Paulo Espiga.
Em jeito de balanço de cerca de um ano à frente da administração da ULSLA, Paulo Espiga destacou a criação e recuperação de valências no litoral alentejano, através de protocolos com outros centros hospitalares, como a neurologia e a psiquiatria.
A descentralização de consultas de especialidade, com atendimentos em alguns dos centros de saúde, foi também indicada por Paulo Espiga, assinalando ter passado a haver consulta de psiquiatria "em todos os centros de saúde" dos cinco concelhos abrangidos pela ULSLA, além de estar também previsto iniciar-se este mês consultas de "pneumologia em Alcácer do Sal e Odemira".
Paulo Espiga reconheceu, no entanto, algumas "áreas problemáticas" que ficam por resolver, como a urologia e a gastrenterologia, em que continuam a "faltar médicos".
O mesmo acontece com a "medicina interna", em que, dos 24 especialistas necessários, o Hospital do Litoral Alentejano (HLA) apenas tem 15.
Nos cuidados de saúde primários, Paulo Espiga lembrou a redução do número de utentes sem médico de família, que passou de "30 mil no início de 2016" para "7.500 no final do passado mês de março" (cerca de 3 mil em Santiago do Cacém e 4 mil em Odemira).
Criada em 2012, a ULSLA integra, além do HLA, em Santiago do Cacém, e da Unidade de Saúde Pública do Alentejo Litoral, o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, com cinco unidades nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira e respetivas extensões, dando resposta a uma população de cerca de cem mil habitantes.