Picada de peixe-aranha
Alimenta-se sobretudo de crustáceos jovens e moluscos e a fim de sobreviver quando a maré baixa, procura um regato de água onde possa ficar até que a maré suba. Deitado sobre o seu ventre e sob a areia, com a sua cor facilmente confundível com alguma alga ou pedaço de madeira, passa despercebido. É na verdade uma armadilha que pode apanhar o mais incauto. Enquanto a sua segunda barbatana dorsal é inofensiva, a primeira que contém uma parte óssea que protege as suas brânquias (popularmente conhecidas por guelras) tem dois espinhos, cada um com duas pontas agudas que se eriçam ao toque do pé humano.
Nestes espinhos existem dois sulcos pelos quais é segregado um veneno perigoso que pode chegar à corrente sanguínea e paralisar o pé picado, ou mesmo a perna. Há inclusive relatos de infecções fatais após a picadela provocada pelo peixe-aranha.
Sintomas
- Dor intensa, que pode durar de 2 a 24 horas
- Edema (inchaço)
- As pessoas reagem ao veneno de acordo com a sua sensibilidade ao mesmo. Nos casos de alergia, a situação pode revelar-se extremamente perigosa.
O que fazer em caso de picada por um peixe-aranha
- Acalmar a pessoa
- Verificar sinais de reacção alérgica (ex.: inchaço, dificuldade em respirar). Caso se verifique reacção alérgica deve-se encaminhar a pessoa de imediato para o hospital.
- Lavar o local com soro fisiológico, verificar o número de picadas e espremer as picadas até sair sangue. Atenção, utilizar luvas neste procedimento.
- Mergulhe o pé, ou outra zona afectada, em água tão quente quanto a pessoa consiga suportar. O ideal é que aí permaneça durante pelo menos 30 minutos. O veneno destes peixes decompõe-se por acção do calor.
- Deite água quente à medida que a outra arrefece. Tenha atenção para não queimar a pessoa.
- Se após o procedimento a dor e o inchaço persistirem contactar um profissional de saúde.