Pandemia não acabou. DGS alerta que medidas de proteção devem ser cumpridas
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Falando aos jornalistas, Graça Freitas referiu que “as medidas de proteção genéricas que estão em vigor desde início da pandemia devem ser seguidas de forma voluntária e com autoresponsabilização de todos”, apontando o uso de máscara e a ventilação dos espaços.
“Recomendamos no interior o uso de máscara, [porque] é um método barreira (…), assim como o arejamento das instalações”, exemplificou, acrescentando: “como abrirmos a sociedade promovemos mais contactos entre as pessoas e, portanto, há que ter cautelas e a principal é continuar a vacinação”.
Sobre o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS), que no dia 4 de novembro se mostrou preocupada com o acelerar do aumento de novos casos sobretudo na Europa, Graça Freitas apontou os três cenários em cima dos quais as autoridades nacionais trabalham: “O primeiro é aquele em que a vacina se manteria efetiva, por um período muito longo e tudo estaria estabilizado, o cenário dois é aquele em que sabemos que alguns perdem imunidade, com um aumento do número de casos sem repercussões na gravidade, é entre o um e o dois que Portugal está (…), e um terceiro cenário, mais grave, em que pode aparecer uma variante que consiga escapar ao sistema imunitário construído” quer com a vacina, quer com a infeção, explicou.
A responsável lembrou que “há muitos casos em todo o mundo e muito potencial para o vírus sofrer mutações e aparecerem outras variantes”, sublinhando: que “é preciso estarmos atentos e fazer sempre tudo o que pudermos para controlar este vírus”.