Crimes familiares aumentaram durante o confinamento

De acordo com a mesma publicação, os crimes em questão ocorreram todos em contexto familiar e foram motivados por doenças mentais, com os especialistas a considerar que o cenário pode ficar ainda mais negro se não forem tomadas medidas que impeçam os números de aumentar.
Carlos Poiares, presidente da Associação para a Intervenção Juspsicológica, defende que o confinamento imposto devido à crise de saúde pública agravou a saúde mental dos portugueses. São "estes tempos de pandemia e de confinamento, logo de proximidade forçada, particularmente quando se partilham residências», que «podem levar a uma sintomatologia de aversão de uns pelos outros".
"Estar confinado, quase detido, na própria habitação, como que amarrado ao outro e aos seus dramas, torna o cuidador mais vulnerável ao stress, quando não ao burnout, o que poderá explicar estes casos", explica o especialista citado pelo ‘JN’.
O responsável esclarece: "o tempo de confinamento exigiu muito mais das pessoas, a todos os títulos, aumentando os riscos de adoecerem psicologicamente. Riscos que valem para vítimas e homicidas. A paciência para com o outro esvaiu-se", afirma Carlos Poiares.