Europeus são os que mais se suicidam
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A região do mediterrâneo oriental é a que regista a mais baixa taxa de suicídio no mundo, 3,8 suicídios por cada 100.000 pessoas.
No relatório anual estatístico da saúde no mundo, a organização das Nações Unidas traça a situação em mais de duas dezenas de áreas e aponta metas para 2030, algumas difíceis de atingir, como a redução da mortalidade materna para 70 casos por cada 100.000 nados vivos.
Em 2015, diz-se no documento, morreram por dia cerca de 830 mulheres devido a complicações da gravidez ou do parto.
Também na mortalidade à nascença e até aos cinco anos, e apesar das reduções dos últimos anos, há um longo caminho a percorrer, segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Outra das metas para 2030 é acabar com as epidemias da Sida, tuberculose (Portugal é dos países da Europa com mais casos), malária e outras doenças tropicais e combater a hepatite, as doenças provocadas pela água e outras doenças transmissíveis.
Em 2015 terão sido infetadas pela Sida 2,1 milhões de pessoas, 35% menos do que em 2000 (3,2 milhões). Também em 2015, cerca de 60% da população em risco tinha acesso a uma rede mosquiteira tratada com inseticida (evita a picada do mosquito que transmite a malária), contra 34% em 2010.
A probabilidade de um adulto (entre 30 e 70 anos) morrer de diabetes, cancro, doença cardiovascular e doença pulmonar crónica baixou 17% desde 2000 mas segundo a OMS a morte por doenças não transmissíveis está a aumentar devido ao crescimento populacional e envelhecimento.
Na meta da OMS de reduzir para metade até 2020 o número de mortes e feridos por acidentes rodoviários a situação também não é favorável. Segundo os dados estatísticos hoje divulgados morreram em 2013 cerca de 1,25 milhões de pessoas devido a acidentes de viação, um aumento de 13% em relação a 2000.
Em relação a outros indicadores são melhores as expectativas. De acordo com o relatório, 49% das pessoas com tuberculose são hoje detetadas e tratadas, contra 23% em 2000, e 86% das crianças recebem três doses de vacina conta a difteria, tétano e tosse convulsa, contra 72% em 2000.
E outro dado ainda, sem comparação mas com números que falam por si: em 2012 a poluição atmosférica causou cerca de 6,5 milhões de mortes no mundo, 11,6% de todas as mortes.