Diretora de Hepatites Virais vai explicar medidas contra surto de hepatite A
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A audição de Isabel Aldir, pedida com carácter de urgência pelo Bloco de Esquerda, deverá acontecer na próxima semana, refere aquele partido.
O pedido de audição visa, segundo o Bloco de Esquerda (BE), esclarecer “o comportamento e a atuação das autoridades de saúde neste caso e de que forma prepararam o país para enfrentar o surto epidémico que já era visível em outros países europeus”.
Na terça-feira, o diretor-geral da Saúde anunciou que Portugal contabiliza atualmente 138 casos de hepatite A, diagnosticados de um surto que está ainda longe de se considerar controlado.
Francisco George adiantou, em conferência de imprensa, que do início do ano até agora foram diagnosticados 138 casos da doença, com uma grande concentração no final de março. A esmagadora maioria dos casos deste surto é de homens que tiveram sexo anal ou oro-anal desprotegido com outros homens.
O diretor-geral de Saúde lembrou que há uma falta de produção global da vacina para a hepatite A, pelo que há que ser criterioso na administração das vacinas.
No requerimento apresentado pelo BE refere-se que o Centro Europeu de Vigilância Epidemiológica alertou as autoridades europeias para o surto em agosto de 2016, sendo que já nessa altura existia, em Portugal, “um número anormalmente alto de diagnóstico” de hepatite A.
“É, por isso, muito pouco compreensível que só no final de março se tenha emitido uma norma de orientação clínica, que não tenha sido acautelado o stock de vacinas e que não se tenha promovido uma campanha de vacinação junto das populações de maior risco”, concluiu.