Programa Tele Via Verde do AVC da região Centro considerado referência europeia
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A rede "está a funcionar em pleno, traduzindo-se em grandes benefícios na assistência ao doente, tendo já alcançado resultados muito positivos que o colocam como referência a nível europeu", refere a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), após uma reunião realizada na terça-feira para avaliar os dois anos de atividade do programa.
Com uma média de "três a quatro" teleconsultas diárias, o Tele Via Verde do AVC garante uma resposta tecnicamente equitativa aos doentes que sofrem um acidente vascular cerebral.
O programa inclui, além do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o hospital distrital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar de Leiria, Centro Hospitalar Baixo Vouga, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Unidade Local de Saúde da Guarda, Centro Hospitalar da Cova da Beira e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.
O CHUC é o ponto central, onde, diariamente, durante as 24 horas, uma equipa de especialistas acompanha em tempo real, através de telemedicina, os doentes com AVC que dão entrada naquelas unidades e prescrevem a melhor terapêutica, consoante a situação clínica.
A rede permite que apenas os doentes mais graves sejam transferidos para Coimbra, já depois de estabilizados e com terapêutica iniciada.
O projeto estende-se ainda ao Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais (Tocha, Cantanhede), permitindo o acesso a fisioterapia a doentes, que reúnam os critérios clínicos para beneficiarem de um programa de reabilitação em internamento.
Segundo o comunicado da ARSC, na reunião de terça-feira, que juntou todas as unidades hospitalares que integram o programa e o INEM, foram debatidas novas formas de referenciação do doente, incluindo o seu retorno ao hospital de origem.
"O transporte acompanhado do doente à unidade hospitalar que o referenciou depois de assistido numa unidade de AVC mais diferenciada é um dos objetivos a prosseguir no âmbito do programa", refere a nota.