Úlcera Gástrica

Todas as situações em que haja suspeita de patologia como úlcera péptica ou cancro devem ser referenciadas ao médico. São sinais de alarme, conforme referido pelo National Institute for Health and Clinical Effectiveness (NICE 2004): dispepsia acompanhada de dificuldade em engolir, perda de peso, dilatação abdominal e vómitos persistentes.

Sintomas
A úlcera gástrica é mais comum a partir da meia-idade, caracterizando-se com dor epigástrica intensa e contínua no epigastro médio que se inicia com o estômago vazio e que não alivia com antiácidos nem alimentos, podendo ser acompanhada de perda de peso e hemorragia. Os sintomas podem confundi-la com esofagite de refluxo. A úlcera pode estar relacionada com cancro mas é frequentemente causada pela toma de anti-inflamatórios não esteroides.

A úlcera duodenal apresenta incidência e dor semelhante à úlcera gástrica, acorda frequentemente o doente durante a noite mas é aliviada com a ingestão de alimentos. No cancro gástrico, o desconforto abdominal acompanha-se de náuseas e vómitos com hemorragia gastrointestinal, perda de peso e disfagia. Na angina de peito atípica, os sintomas são difíceis de distinguir dos de dispepsia, havendo irradiação para o pescoço, queixo ombro e braço, surge com o exercício, frio ou com refeição pesada, não sendo aliviada por antiácidos.

Na síndroma de intestino irritável, os sintomas incluem eructações e flatulência e dor abdominal espalhada.

Pode ainda haver sintomatologia associada a medicamentos, tais como:

  • Inibidores da enzima de conversão da angiotensina;
  • Sais de ferro;
  • Antibióticos macrólidos;
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINE);
  • Metronidazol;
  • Estrogénios;
  • Teofilina.

Prof. Doutora Maria Augusta Soares

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.