Primeiro implante de desfibrilhador cardíaco

Hospitais portugueses inovam no tratamento das arritmias

Acabam de ser realizados os primeiros implantes de um novo cardiodesfibrilhador que permite a realização de exames de ressonância magnética em qualquer parte do corpo.

Até hoje, os doentes portadores de cardiodesfibrilhador (CDI) estavam impossibilitados de realizar ressonâncias magnéticas de corpo inteiro devido a possíveis interacções entre esse exame de diagnóstico e a função do dispositivo implantado.

Este método diagnóstico tem tido um crescimento marcado em toda a Europa nos últimos anos, sendo actualmente considerada a técnica preferencial para diagnóstico de um elevado número de patologias nomeadamente as osteo-articulares, da coluna, oncológicas e principalmente Vasculares Cerebrais (como Acidentes Vasculares Cerebrais - AVC ou Acidente Isquémico Transitório - AIT).

Em doentes que apresentam um diagnóstico de AVC/AIT, a Ressonância Magnética é utilizada em pelo menos 42% dos casos, no período de 3 dias após o diagnóstico. Nos doentes com diagnóstico de "dor nas costas" esta técnica é utilizada em 30% das situações, no período de 30 dias após o seu diagnóstico.

De acordo com Francisco Morgado, cardiologista e presidente da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), "estima-se que mais de 63 por cento dos doentes com um CDI terá de realizar uma ressonância magnética no prazo de 10 anos. Com este novo equipamento médico, indicado para doentes com perturbações do ritmo cardíaco, deixa de existir essa restrição".

Para além de ser o primeiro CDI aprovado para ressonância magnética em qualquer parte do corpo, este novo dispositivo cardíaco apresenta outras características inovadoras como uma longevidade superior (até 11 anos), quando comparado com os seus antecessores.

Este inovador dispositivo foi implantado pelas equipas de cardiologia do Centro Hospitalar do Porto (Hospital de Santo António) e Centro Hospitalar do Alto Ave (Hospital de Guimarães).

Uma arritmia é um problema relacionado com o ritmo cardíaco. Em Portugal, morrem todos os anos mais de 15 mil pessoas por arritmia cardíaca.

Fonte: 
LPM Comunicação
Nota: 
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