Nações Unidas

Organizações internacionais unem-se na luta contra doenças provocadas por mosquitos

Organizações internacionais estão a unir-se na luta contra doenças como a febre-amarela, o chikungunya, a dengue ou a malária, que atingem países lusófonos, informaram hoje as Nações Unidas, que apoiam esta iniciativa.

Esta nova aliança, que inclui o Centro Wilson e a ONU Meio Ambiente, entre outras, pretende lutar contra doenças transmitidas por mosquitos, que causam a cada ano 2,7 milhões de mortes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano registam-se 500 milhões de casos deste tipo de doenças.

Neste contexto, o Brasil apresentou 1.542 casos de febre-amarela (827 suspeitos e 715 confirmados), tendo registado 279 mortes (39 destas suspeitas e 240 confirmadas) entre 06 de janeiro e 27 de abril, de acordo com dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Os estados brasileiros mais atingidos pela febre-amarela são Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Tocantins.

A iniciativa das organizações internacionais, denominada “Alerta Global de Mosquitos”, está a unir milhares de cientistas e voluntários de todo o mundo para rastrear e controlar vírus transmitidos por mosquitos.

A aliança vai compartilhar abordagens de vigilância da propagação de mosquitos-chaves e os seus locais de reprodução, e medirá o valor da participação cidadã para apoiar a gestão dos riscos para a saúde.

Também vai partilhar conhecimento e experiência em programas de ciência cidadã na hora de vigiar mosquitos, mediante as últimas técnicas de identificação por ADN.

De acordo com a ONU Meio Ambiente, trata-se da primeira plataforma global dedicada a técnicas de ciência cidadã para vigiar as populações de mosquitos. O programa inclui as associações de ciência cidadã europeias, australianas, norte-americanas e do sudeste asiático.

A diretora de ciência da ONU Meio Ambiente, Jacqueline McGlade, explicou num comunicado que a “Alerta Global de Mosquitos oferecerá pela primeira vez uma plataforma compartilhada que permitirá a todos dividir observações e informações com cientistas, a fim de os ajudar a vigiar as tendências emergentes em tempo real”.

A iniciativa será apoiada por um consórcio de provedores de informação e dados, e será coordenada pela ‘Environment Live’, uma plataforma dinâmica de conhecimento da ONU desenhada para recolher, processar e dividir as melhores investigações mundiais nos campos de meio ambiente e ciência.

Criada e mantida pela ONU Meio Ambiente, a plataforma tem acesso aberto em tempo real ao público em geral.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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