Testes rápidos deixam de ser comparticipados a partir de dia 1 outubro
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Com o país num contexto de saúde pública diferente face ao que se registava em junho, “é expectável que a população-alvo abrangida por este regime (maiores de 12 anos, que não tenham completado o seu esquema vacinal há pelo menos 14 dias e não tenham tido Covid-19 há menos de 6 meses) seja agora residual, pelo que não se justifica a prorrogação deste regime”, refere o Governo em comunicado.
Esta decisão é justificada também pelo facto de se estimar que “em outubro, 85% de todos os residentes em Portugal venham a ter a vacinação completa”, sublinha ainda o Ministério da Saúde. Recorde-se que o coordenador da Task Force para a Vacinação, Henrique Gouveia e Melo, assegurou que Portugal tem já 85,6% da população com, pelo menos, uma dose da vacina, sendo que 84,03% das pessoas já possuem a vacinação completa.
Recorde-se que a 1 de julho, os testes rápidos de antigénio à Covid-19 passaram a ser comparticipados a 100% pelo Estado, com o objetivo de intensificar aa utilização dos testes para deteção do SARS-CoV-2 por parte da população, e contribuir para reforçar o controlo da pandemia. Esta medida previa que pudessem ser realizados, no máximo, quatro testes por mês nas farmácias ou laboratórios aderentes, sendo que este regime excecional não se aplicava aos utentes com o esquema vacinal completo há pelo menos 14 dias, às pessoas que tivessem contraído a infeção há menos de 180 dias e aos menores de 12 anos.