Irmã de jovem que morreu na quarta-feira internada no Hospital D. Estefânia
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Segundo a fonte do Centro Hospitalar Lisboa Central, a que pertence o Hospital D. Estefânia, o estado de saúde da jovem é estável.
Na segunda-feira serão conhecidos exames para averiguar a presença ou não do vírus do sarampo, doença que causou um surto epidémico em Portugal. Vinte e uma pessoas foram já infetadas em Portugal, entre as quais a jovem de 17 anos que morreu.
Segundo o ‘site’ do jornal Expresso, a menina tem 12 anos e foi internada com “uma infeção que terá sido transmitida pela irmã que morreu na quarta-feira”.
De acordo com informação divulgada na quarta-feira pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central, a jovem morreu “na sequência de uma situação clínica infeciosa com pneumonia bilateral – sarampo”.
Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.
Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível.
Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.
O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS).
A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.