Para 2017

Teleconsultas e teleassistência são apostas da Saúde do Centro

A Administração Regional de Saúde do Centro realçou hoje os “bons resultados” das teleconsultas e teleassistência na região, anunciando que vai reforçar estes serviços ao longo do ano em curso.

“Com uma média diária entre três a quatro teleconsultas diárias”, o programa Tele Via Verde do AVC, que reúne os hospitais da região Centro e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), “é já uma referência a nível europeu”, afirma o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), José Tereso, num comunicado do organismo.

Numa reunião com os diretores executivos dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) do Centro, realizada esta semana, José Tereso destacou “a satisfação de utentes e profissionais dos cuidados de saúde primários”, onde começou este ano a teleconsulta de cardiologia.

Entre outros benefícios, o médico salientou ainda “a comodidade que representa para o doente o funcionamento da teleconsulta de cardiologia” entre o Serviço de Cardiologia B do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e os centros de saúde do Baixo Mondego.

“São projetos com resultados que nos orgulham e que queremos intensificar durante 2017”, acrescentou.

Na reunião de trabalho, em que participaram os diretores e coordenadores de serviços da ARS do Centro, foram apresentados os relatórios de atividades de 2016 e os planos de ação para 2017 dos seis ACES da região.

Foram “avaliados os indicadores de eficiência e feito o ponto de situação” do Plano Nacional de Vacinação, nomeadamente ao nível da vacinação contra o sarampo e a hepatite.

Direcionado para o acompanhamento e prestação de cuidados de saúde aos peregrinos, o plano de gestão da próxima peregrinação a Fátima, no concelho de Ourém, coincidindo com a visita do papa Francisco, em maio, “e a abordagem numa perspetiva regional” do Plano de Contingência Saúde Sazonal – Módulo Verão 2017 fizeram igualmente parte da ordem de trabalhos.

“A melhoria da articulação entre especialistas de Medicina Geral e Familiar com os clínicos hospitalares, de forma a facilitar a acessibilidade dos utentes a estes cuidados, mereceu particular atenção", segundo a nota, "bem como a necessidade de intensificar a presença da saúde nas escolas, no sentido da prevenção das morbilidades e mortalidades em idades precoces através da introdução de estilos de vida saudáveis que passam pela alimentação cuidada”, prática de exercício físico, desabituação tabágica e do consumo de álcool, entre outros.

As reuniões periódicas com as equipas multidisciplinares dos ACES “têm uma importância organizacional indiscutível e são motivadoras”, segundo José Tereso.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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