1.500 milhões de pessoas afetadas

Luta contra as doenças tropicais negligenciadas vai contar com 764 milhões de euros

Governos, doadores privados e organizações como a Fundação Bill e Melinda Gates prometeram hoje 812 milhões de dólares (764 milhões de euros) para a luta contra as doenças tropicais negligenciadas.

Em 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Banco Mundial, doadores, a Fundação Bill e Melinda Gates e 13 empresas farmacêuticas comprometeram-se em Londres a fazer todo o possível para controlar, eliminar e erradicar até 2020 dez das 18 doenças tropicais negligenciadas, patologias que afetam cerca de 1.500 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Não estamos a 100% em relação a todos os objetivos que fixámos, mas foram cinco anos realmente bons e temos feito muitos progressos”, disse Bill Gates em conferência de imprensa, em Genebra.

A Fundação Bill e Melinda Gates irá investir ainda 335 milhões de dólares (315 milhões de euros) durante os próximos quatro anos para apoiar vários programas, tanto no desenvolvimento de medicamentos como para o controlo do vetor (o parasita transmissor da doença).

No seu relatório sobre as doenças tropicais negligenciáveis, hoje publicado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) refere que a luta contra estas patologias conseguiu enormes progressos na última década, avanços que podem ser ameaçados se não se atuar contra os fatores de pobreza e subdesenvolvimento que favorecem a aparição destas doenças.

Estas doenças afetam cerca de 1.500 milhões de pessoas no mundo e, apesar de algumas das mais conhecidas serem a febre dengue, doença de chagas e a doença do sono, a raiva ou a lepra, as mais prevalentes são a filariose linfática, que pode provocar a cegueira, e a helmintíase (infeção intestinal causada pelo contacto com terra contaminada com fezes).

Não existem dados sobre mortos, uma vez que na maioria dos casos as pessoas morrem por transtornos derivados da doença, mas não se contabilizam como tal.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
ShutterStock