Pesquisadores estão preocupados com os estilos de vida no ensino superior
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Pesquisadores nacionais e internacionais reunidos, entre os dias 10 e 12 de abril, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), no âmbito do III Curso Internacional de Pesquisa-ação Participativa em Saúde, defendem a criação de uma rede portuguesa de instituições de ensino superior promotoras de saúde.
Preocupados com os estilos de vida no ensino superior, os profissionais das nove instituições para já comprometidas com o projeto afirmam que a proposta “se insere no movimento dos contextos promotores de saúde», tendo estabelecido «como objetivo conceber, partilhar e fortalecer ações participativas de promoção da saúde e de prevenção de riscos a que a comunidade académica está exposta”.
E os problemas enumerados são vários: consumo abusivo de álcool, dependências químicas e não químicas, infeções sexualmente transmissíveis, acidentes rodoviários, violência entre pares e em contextos recreativos, stresse, depressão e sofrimento emocional, distúrbios alimentares, automedicação, sedentarismo, absentismo e insucesso académico são alguns dos focos transversais às comunidades académicas-alvo da pesquisa multicêntrica que se está a iniciar com os pesquisadores envolvidos.
Participaram, nesta primeira reunião da futura rede portuguesa de instituições de ensino superior promotoras de saúde, pesquisadores da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, da Escola Superior de Saúde de Vila Real – UTAD, da Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria, da Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores, da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve e das universidades federais Fluminense e de Pernambuco (Brasil).
Este grupo teve o apoio do coordenador da Rede Ibero-americana de Universidades Promotoras de Saúde (RIUPS), Hiram Arroyo, do presidente de IREFREA - Portugal (Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco em Crianças e Adolescentes), Fernando Mendes, e do presidente de Associação Existências, Paulo Anjos.
De acordo com a organização do III Curso Internacional de Pesquisa-ação Participativa em Saúde, formação que vai prolongar-se até dezembro de 2017, “este foi um passo importante de consolidação da parceria entre escolas superiores de Enfermagem e de Saúde de língua portuguesa”.